Caixa de texto: Uma Educomunição para a Cidadania 
Ismar de Oliveira Soares1


Caixa de texto: Introdução 
Em recente artigo, Cicilia Peruzzo adverte que os estudos sobre a relação Comunicação/Educação tendem a restringir-se exclusivamente ao espaço da educação formal. Julga, nesse sentido, indispensável que seja observado o que vem ocorrendo, neste âmbito, no espaço da educação não formal, mais precisamente no contexto da ação das organizações e movimentos populares, no trabalho das ONGs -Organizações não Governamentais, e no âmbito do terceiro setor. 
Assinala Peruzzo que, nas últimas décadas, manifestações ocorridas em nível da sociedade civil vem revelando a existência de uma comunicação diferenciada: as pessoas, ao participarem de uma práxis cotidiana voltada para os interesses e necessidades dos próprios grupos a que pertencem ou ao participarem de organizações e movimentos comprometidos com interesses sociais mais amplos, acabam inseridas num processo de educação informal que contribui para a elaboração -reelaboração das culturas populares e formação para a cidadania. Nesse sentido, estaríamos diante de um fenômeno novo, mobilizador; talvez de um campo novo de intervenção social não exclusivamente escolar. 
E para confirmar o que defende com ênfase, a autora aponta para o fundamento que sustenta a ação dos setores organizados da sociedade: os meios de comunicação são bens públicos, representando uma conquista da humanidade enquanto instrumentos capazes de democratizar, de forma ágil, a informação, a cultura e o conhecimento. 
Tomando como base o que afirma a pesquisadora peruana Rosa Maria Alfaro, Peruzzo garante que, em certo sentido, vem ocorrendo nos dias atuais a superação de um proposta comunicativa popular/alternativa em vigor nos anos 70 e inícios dos 80, que não soube abrir-se à sociedade e às mudanças que estavam marcando um novo momento da história, permanecendo fechada aos setores mais combativos. No Brasil, as configurações mais recentes destas novas práticas comunicativas evidenciam um maior uso das tecnologias de comunicação (rádio, televisão, Internet etc.) pelas organizações comunitárias e ONGs e de um processo crescente de democratização dos meios de comunicação de massa na sociedade. O poder de transmitir mensagens através da mídia, principalmente a de cobertura local e regional, amplia-se a novos emissores. Ao mesmo tempo a grande mídia também democratiza seu espaço à temáticas de interesse público. 
O que nos descreve Peruzzo vem sendo referendado por nossas próprias observações. As pesquisas do Núcleo de Comunicação e Educação da ECA/USP já vêm confirmando, há algum tempo, que, em decorrência da ação das organizações sociais, à margem da Universidade e do sistema escolar formal, a união estratégica entre os campos da Comunicação e da Educação vem ensejando a emergência de um novo campo de intervenção social. 
A suspeita de que estávamos diante de algo novo, já nos havia levado a propor, por exemplo, no início dos anos 90, um programa de pós-graduação em comunicação que aproximaria a Universidades de várias Organizações não Governamentais de países 
1 Prof.Dr. Ismar de Oliveira Soares (Coordenador do Núcleo de Comunicação e Educação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo) E-mail: ismar@usp.br 
como Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia e Brasil. Reconhecíamos as ONGs não apenas como possíveis objetos de estudo e prováveis fornecedoras de estudantes para os programas de pesquisa ou formação profissional mantidos pelas Universidades, mas, antes, como parceiras intelectuais e geradoras de novas propostas de ensino e pesquisa, levando em conta que tais instituições já mostravam, naquela ocasião, uma capacidade de pensar e organizar a sociedade em seus respectivos âmbitos de atividade que a Universidades não alcançavam revelar. 
O novo espaço de intervenção social, associando a Comunicação e a Educação num campo interdiscursivo e interdisciplinar não respeita, na verdade, as fronteiras da "formalidade" ou da "informalidade" das situações e dos projetos educativos. Nesse sentido, há que se reconhecer, com a autora, que se algum setor da sociedade tem passado por mudanças profundas no cenário das Ciências Sociais, este tem sido o setor popular organizado, sob cuja pressão a mídia vem sendo obrigada a abrir mais espaço para a transmissão de mensagens de interesse menos mercantis e mais comunitários. 
Foi, por exemplo, ao longo da última década que cerca de dez mil emissoras populares de rádio passaram a operar a partir das bases da sociedade. Através de muita pressão e lobby, conseguiu-se, por outro lado, a regulamentação da radiodifusão de baixa potência, através da Lei 9.612/98 e do Decreto 2.615/98. Foram criados os canais comunitários, universitários, legislativos e educativos culturais (Lei 8.977/95 e regulamentada pelo decreto 2.206/97), permitindo a utilização de veículos de comunicação que chegam a todos os rincões do país. Segmentos sociais até então alijados do poder de transmissão e gestão da mídia, passam a ter o direito de fazê-lo. Para a autora, os dados revelam que tão importante quanto ao acesso às tecnologias modernas é fato da comunicação comunitária ter sabido adaptar-se à conjuntura da década de 1990 caracterizada como a de um espaço mais plural para participação e de respeito às demandas de seus públicos. 
A pesquisa do NCE levou em conta justamente o fenômeno do crescimento da "ação comunicativa" na sociedade e buscou saber como a inter-relação Comunicação/Comunicação estava ocorrendo na realidade prática das relações sociais. Detectou, então, que a questão da cidadania vem apresentando-se como o enlace de todas as experiências no campo, sejam experiências em desenvolvimento no espaço da educação formal (escola), sejam as mantidas pela sociedade civil no âmbito da educação não formal (centros de cultura, sindicatos, associações de moradores, etc). 
A pesquisa do NCE/ECA/USP constatou, também, que um grupo significativo de agentes culturais, no Brasil, na América Latina e em outras partes do mundo, vem pautando seus projetos e suas ações a partir da concepção de que a comunicação é um bem social de suma importância que deve ser analisado e implementado exclusivamente sob a ótica do bem comum. O que vale dizer: toda relação comunicativa pode transformar-se numa relação educativa e toda ação educativa deveria transformar-se em ação comunicativa. 
O que aproxima os resultados das pesquisas do NCE do texto de Peruzzo é a constatação de que a prática comunicativa-cidadã ganhou visibilidade ao longo dos anos 70 a partir da ação solidária dos "centros de comunicação e documentação e popular", que no duro período das ditaduras militares latino-americanas possibilitara a emergência da "comunicação alternativa". Mas, foi ao longo dos anos 80 e 90, que a filosofia que sustentou tais práticas (a luta por uma comunicação democrática e participativa) passou a dar também sustentação à ação de inúmeros grupos inseridos na prática social, entre os quais as Organizações não Governamentais. Mas a escola também recebeu os fluxos positivos destas mudanças de paradigmas. 
Na verdade, quando falamos de educação formal (escola, universidades) guardamos, de costume, um arsenal de pólvora para atacar as mazelas das políticas públicas, bem como o mercantilismo da iniciativa particular neste setor. Mas nada garante que esta seja a única perspectiva a partir da qual seja possível analisar a relação educação/comunicação/cidadania. 
Não podemos esquecer-nos, sem dúvida, do grande esforço que vem sendo feito, por educadores e alunos, em todo o continente, para redimir a comunicação educativas e colocá-la a serviço da construção da cidadania. No entender da professora Geneviève Jacquinot, da Universidade Paris 8 (Sobone), um dos agentes sociais capaz de transformar a realidade educacional formal é a figura de um novo profissional conhecido como "educomunicador". 
A Educomunicação, segundo Geneviève Jacquinot 
Em trabalho apresentado durante o I Congresso Internacional de Comunicação e Educação, promovido pelo NCE/ECA-USP, em São Paulo, em maio de 1998, Geneviève Jacquinot demonstra como, também na escola, profundas transformações vem ocorrendo graças a uma maior aproximação entre o ensino formal e a sociedade em movimento . Para Jacquinot, a escola é uma instituição ao mesmo tempo educativa, social e política. Esta tríplice dimensão subsiste, mas cada uma delas vem sofrendo visíveis modificações nas últimas décadas, sempre que o sistema formal de educação se aproxima das filosofias e das práticas da comunicação, sob a ação eficaz do Educomunicador. 
No referido paper, Jacquinot centra sua análise na relação entre escola e meios de informação. E o faz sublinhando fortemente tanto o que opõe a escola aos meios, quanto o que aproxima a escola dos meios, notadamente, as teorias educativas e as teorias da comunicação, nas suas versões mais atuais. 
Da oposição entre o saber escolar e o saber midiático 
Para Jacquinot, muitos fatores opõem de fato a escola tradicional e o sistema de meios, em seus papéis concorrentes da transmissão da cultura e da formação dos sujeitos individuais e sociais: 
Um é voltado para o passado (o patrimônio), os outros só se interessam pela atualidade; 
Um repousa sobre a lógica da razão, os outros sobre a surpresa do acontecimento, o impacto e o emocional; 
Um ignora (ignorava?) a lógica econômica, os outros só funcionam segundo ela; 
Um constrói-se na durabilidade, os outros na efemeridade; 
Um procura formar os cidadãos, os outros os consumidores. 
O estudo dos meios valoriza a subjetividade enquanto a idéia de objetividade é subjacente a todas as disciplinas ensinadas na escola. 

A autora declina também outras oposições, notadamente em relação aos modos de apropriação dos conhecimentos: Na escola, que é obrigatória e demanda esforço, o saber transmitido é selecionado, construído, arquitetado segundo uma progressão definida, que se desenvolve no tempo. A escola entende-se como objetiva e não-temporal, a mesma para todos e igualmente distribuída, fazendo juz ao emprego de uma avaliação sistemática. A escola acredita ocupar um lugar privilegiado em relação ao mundo exterior, por ser encarregada de transmitir a cultura do saber… e é por isso que pretende apresentar-se como melhor adaptada aos jovens de meios sócio-culturais mais favorecidos. 
Já com os meios de comunicação, o que é transmitido é muito mais informações do que 
o saber (o que não é a mesma coisa). O saber-informação é fracionado, descontínuo, mostrado "em mosaicos", como se costuma dizer. O que é privilegiado é "o aqui e o agora", o rápido e o efêmero; "a encenação da informação", mais do que o conteúdo; o sensacional e o emocional, mais do que o racional e o abstrato. Enfim, os meios tratam de todos os assuntos, e não há nenhum controle sobre a forma como trabalham. 
Assim, para Jacquinot, à primeira vista, "saber midiático" e "saber escolar" se opõem e propõem aos alunos "culturas" diferentes: essas culturas serão diferentemente integradas, segundo a origem sócio-cultural dos alunos e de sua família. Os alunos que chegam à sala de aula estão impregnados de "cultura midiática", sobretudo a televisiva, mas o fato é ignorado pela escola tradicional, para qual existe apenas uma "cultura" e um "saber", aquele promovido pela educação. 
Diante dessa situação, os professores são tentados a tomar posições extremas: 
Ou bem ignoram a influência dos meios e mantêm a tradição da escola e ignoram a diversidade das realidades sociais e culturais; 
Ou bem introduzem os meios na escola e servem-se deles para atingir seus objetivos pedagógicos, esquecendo-se, contudo, que trabalhar sobre os meios e suas mensagens. 
Ou bem, ainda, criam cursos especializados de "educação para os meios", sem que nada mude no conjunto das outras práticas escolares. 

Para a professora da Sorbone, existe um quarto caminho: a Educomunicação: Há uma outra via, mais exigente ainda para os alunos e mestres, mas a única possível no contexto da sociedade de amanhã: a do educomunicador que aproxima a escola da comunicação, a partir de uma perspectiva cidadã. 
Aproximando a educação formal da comunicação social 
Geneviève Jacquinot reconhece que, na prática, não se pode permanecer na visão que sustenta a dicotomia entre "saber midiático" e "saber escolar", por, pelo menos, três razões: 
Primeiramente, porque não há escolha e, queiramos ou não, os alunos hoje aprendem coisas dos meios, mesmo que seja de uma forma que escapa ao pedagogo e aos pais. A casa não é mais o "lar", não é mais o lugar que permite conservar as crianças ao abrigo do mundo exterior mais do que a sala de aula. Em segundo lugar, porque a escola e os meios têm pontos em comum e o que se aprende na escola pode ajudar a compreender os meios e vice-versa. Enfim, porque os modos de apropriação do saber mudaram, e mudarão ainda mais na nossa sociedade que desenvolve "as indústrias do conhecimento" (indústria cultural). 
Observa-se, por outro lado, que as teorias da comunicação como as teorias da aprendizagem atualmente convergem para substituir o paradigma da "transmissão" de conhecimentos, como valores, pelo da "mediação" compreendida como modelo interpretativo e relacional de apropriação de conhecimentos. 
Do lado da Educação, Jacquinot lembra, por exemplo, o esforço que vem sendo feito para valorizara a participação ativa do aluno (o que se traduz freqüentemente pelo famoso slogan "o aprendiz no centro da aprendizagem") ou seja, valoriza-se o papel da "aprendizagem pelo fazer", de acordo com o que propõe o pedagogo Freinet e muitos outros. Recorda, também, a concepção construtivista da aprendizagem, sobre os passos de Piaget, mas também de Vygotsky, de Wallon e mais recentemente de Bruner: concepção que privilegia o significado e sua construção e não a informação e seu tratamento (a aprendizagem como "construção do significado"). Lembra, finalmente, a dimensão cooperativa ou colaborativa da aprendizagem, que põe em evidência o papel dos pares e da tutela do adulto nas situações de aprendizagem ( a aprendizagem como "ato social"). 
Já do lado das teorias da comunicação, a autora recorda a evolução, a partir dos anos 40, dos modelos comunicacionais e seu impacto relativo sobre as concepções da comunicação pedagógica. Inicialmente, segundo ela, seguiu-se religiosamente o modelo matemático e funcionalista da informação, de origem norte-americana, que impregnou durante muito tempo a análise sociológica dos "efeitos' dos meios, reduzindo-se o conhecimento à informação e assimilando-se a comunicação pedagógica a uma comunicação unidirecional, do emissor para o receptor. Tal concepção foi confrontada pela visão européia neo-marxista da escola de Francfurt sobre os efeitos ideológicos dos meios, e que teve uma influência nefasta, contribuindo para "diabolizar" a relação escola-televisão, cimentando fortemente a hostilidade dos professores frente aos meios em geral e à televisão em particular. 
Já no final do século XX, especialmente após os anos 80, a pesquisa em comunicação abriu novas perspectivas, acompanhando a mudança de paradigma pedagógico da "transmissão" para a "mediação", ressaltando-se o interesse pelo trabalho do "receptor" transformado em co-construtor da mensagem, valorizando-se a idéia de que, na comunicação educativa, o conhecimento construído pelo sujeito resulta, antes de tudo, das suas interações com os outros atores humanos, assim como com todos os componentes do contexto de aprendizagem, inclusive do contexto midiático. 
A figura do Educomunicador 
Neste contexto, emerge a figura do novo mediador cultural. Mas, o que seria, afinal,um educomunicador? É alguém que tem dupla função teórica, trabalhando na convergência entre as ciênciasda educação e as ciências da comunicação. Segundo Jacquinot, um profissional:
consciente que uma educação "de massa" e "multicultural" situa-se além da simples aquisição de conhecimentos escolares; 
que vê nos meios uma riqueza pelos seus conteúdos informativos certos, mas também pela maneira em que eles fornecem uma representação do mundo: donde a necessidade de analisar e de comparar, visando retificar as ditas representações; 
que está convencido que a uma emissão não é um ato "passivo", mas mobiliza uma quantidade de "micro-saberes" acumulados que o professor pode ajudar o aluno a colocar em relação, para construir seu conhecimento e lhe dar sentido; 
que sabe que, quando ele introduz os meios como objeto de estudo, não é para fazer do aluno um pseudo-jornalista ou aprendiz-apresentador, mas para ensiná-lo a analisar do triplo ponto de vista do "poder" econômico e ético (político) que os produz, das "montagens do discurso e da cena" que constrói as mensagens e da audiência que lhes dá "sentido". 
que aceita um novo referencial para a relação educador-educando: o aluno pode ensinar ao mestre (principalmente a manipulação das novas tecnologias), os alunos podem ensinar uns aos outros (principalmente confrontando seus pontos de vista ou suas fontes de informações ou suas soluções para o problema proposto, em diálogo direto, por correio eletrônico ou fórum mediado); 
que aceita que entrem na escola outros universos e outras modalidades de apropriação da realidade: em particular, ele pode, a partir das emoções provocadas pela televisão, trabalhar sobre diversas "abordagens do real" e construir progressivamente um pensamento rigoroso. 

Numa palavra, o educomunicador reconhece que não há mais monopólio da transmissão de conhecimento, e que não é só o professor que tem o direito da palavra. Os professores que introduziram os meios na escola, a imprensa, a televisão, puderam perceber que isso provoca mudanças profundas nos objetivos e nos métodos de ensino. 
Esse movimento, já engajado com os meios de massa, encontra-se multiplicado atualmente pelo desenvolvimento da informática e das redes de comunicação. Em contrapartida, diante da proliferação das fontes de informação e de conhecimento, o educomunicador reafirma mais do que nunca seu papel insubstituível: não mais de acumular conhecimentos - que se pode encontrar em outro lugar - mas de se servir dos conhecimentos para construir uma certa representação do mundo. Representação essa não mais "objetiva" como se acreditou por muito tempo, mas "relativa", permitindo a adaptação a diferentes situações. 
Conclusão 
Um olhar de atento sobre as análises de Peruzzo e Jacquinot coloca-nos diante de um fato incontestável: a relação Comunicação/Educação têm produzido mudanças substanciais nas relações sociais e nos modos como os grupos humanos interagirem. No caso, "produção de conhecimento", "tecnologias da informação" e "cidadania" parecem aproximar-se substancialmente, toda vez que agentes sociais intervêm a partir de determinada perspectiva sócio-política. Nesse sentido, reafirma-se, com ênfase, o papel próprio da liderança, tanto no denominado "movimento popular" quanto no mundo da educação formal. Em ambos, desponta a figura do educomunicador. 
O perfil do educomunicador -trabalhado e descrito nas pesquisas do NCE/ECA-USP como o de um "profissional de articulações" -passou a ser publicamente reconhecido nas conclusão dos Fórum Mídia e Educação, promovido, em São Paulo, em novembro de 1999, pelo Ministério da Educação em conjunto com outras instituições da sociedade civil como a Fundação Roberto Marinho e o Instituto Ayrton Senna. Nas conclusões do referido fórum, após reconhecer, textualmente, "a emergência da Inter-relação Comunicação Educação como um novo campo de intervenção social" , os participantes do seminário apontam a a necessidade e urgência de se criar mecanismos de formação e aperfeiçoamento do novo profissional. E pela primeira vez no país, o Ministério da Educação conclama as Faculdade de Comunicação e de Educação, assim como as empresas de comunicação e as organizações sociais, a unirem esforços para formar e especializar o novo especialista. 
Em seu artigo, Peruzzo lembra que Educação significa "educar para a sociedade". É a socialização do patrimônio de conhecimento acumulado, a construção de um saber sobre os meios de obter o conhecimento e as formas de convivência social. É também "educar para a convivência social e a cidadania", para a tomada de consciência e o exercício dos direitos e deveres do cidadão. Pela Educomunicação, tais utopias ganham 
significado, relevância, atualidade e, no momento, legitimidade. 
Referências Bibliográficas 
ALFARO MORENO, Rosa Maria. "Culturas populares y comunicación participativa: en la ruta de las redefiniciones". In: Participación social en los medios masivos? -canales regionales y sociedades urbanas. Memórias: Foro Internacional. Bogotá: Centro Cultural Minuto de Dios, nov. 1998. p.58-76. 
FREIRE, Paulo. A educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981. 
KAPLÚM, Mário. Processos educativos e canais de comunicação. Revista Comunicação & Educação.São Paulo: Moderna/Eca-Usp, jan./abr.de 1999 .p.68-75. 
JACQUINOT, Geneviève. "O que é um Educomunicador?", ver link "artigos' do site do NCE: http://www.eca.usp.br/nucleos/nce 
MARTÍN-BARBERO, Jesús. "Sujeito, comunicação e cultura". Revista Comunicação & Educação. São Paulo: Moderna/Eca-Usp, maio/ago.1999. n.15. -Entrevista concedia a Roseli Fígaro e Maria Aparecida Baccega. 
MEC, Mídia e Educação, Perspectivas para a Qualidade da Informação, Brasília, 2000 PERUZZO, Cicilia M.K. Comunicação nos movimentos populares - a participação na construção da cidadania. Petrópolis: Vozes, 1998a. 
PERUZZO, Cicilia M.K. Mídia comunitária. Comunicação & Sociedade. São Bernardo do Campo: UMESP, 1998. n.30. p.141-156. 
PERUZZO, Cicilia M.K. "Comunicação e Educação para a Cidadania" site do NCE http://www.eca.usp.br/nucleos/nce 
SOARES, Ismar de Oliveira. Sociedade da informação ou da comunicação? São Paulo: Cidade Nova, 1996. 
SOARES, Ismar de Oliveira. Comunicação/Educação, a emergência de um novo campo e o perfil de seus profissionais, in Contato, Revista Brasileira de Comunicação, Arte e Educação, Brasília, ano 1, n.2, jan/mar. 1999, p. 5-75.







 

Educomunicação

Socioambientalismo na Juventude

www.mec.gov.br/conferenciainfanto conferenciainfanto@mec.gov.br